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Se você não sabe bem para que serve networking vai entender agora

Uma história real e com exemplo prático de como o investimento na rede de contatos rende frutos na vida profissional

 

Por Camila Pati
22 novembro 2016, 15h00 - Atualizado em 5 dez 2016, 11h41

São Paulo – Quando se viu sem novas oportunidades no departamento em que trabalhava, Daniel Ramalho, profissional da área de TI voltou sua atenção para o exterior. “Minha vontade profissional era a de sair de onde eu estava, conseguir uma experiência internacional e voltar mais forte para competir no mercado local”, conta ele que na época tinha 29 anos.

Com o foco na carreira no exterior, a atuação, estrategicamente baseada em networking, foi interna. “Porque o processo de contratação sempre é mais fácil, uma vez que todos já conhecem seu trabalho”, explica Ramalho. Assim, dentro da mesma empresa em que trabalhava, ele se candidatou para uma oportunidade na Inglaterra.

E-mails, conversas de corredor com gerentes e profissionais das áreas de recursos humanos. Ramalho não poupou esforços, investiu na rede de contatos criada ao longo da trajetória na empresa e conquistou uma vaga de seis meses no escritório da Inglaterra. Sem as conversas intermediárias e o investimento em networking, ele acredita que não teria conseguido atingir seu objetivo naquela época. “E isto vale para qualquer empresa porque tudo depende de pessoas e pessoas tem prioridades, urgências e agendas que não são necessariamente a sua, por mais justo que seja todo o processo”, explica.

Depois de seis meses de estágio, Ramalho voltou ao Brasil, mas não encontrou grandes desafios por aqui. Conclusão: após mais uma rodada de networking conseguiu, um ano depois ser contratado para uma vaga efetiva na Inglaterra e lá está desde então. Hoje com 39 anos, Ramalho ocupa o cargo de global IT service delivery supply chain lead na Unilever da Inglaterra.

Quem não deve faltar na rede de contatos

O contato com as pessoas certas fez a diferença, na opinião de José Augusto Minarelli, presidente da Lens & Minarelli. E por “pessoas certas” ele quer dizer tanto as “pessoas-fim”, aquelas que tomam a decisão de contratar, como também as “pessoas meio” – aquelas que ajudam a obter informações e a se aproximar dos tomadores de decisão.

“São três os tipos de pessoas-meio: informantes, que são as pessoas com informações que você precisa ou que sabem quem as tem, os intermediários, que têm como fazer a aproximação entre você e o tomador de decisão e os influenciadores, que emprestam um pouco de seu prestígio para você chegar até a pessoa-fim”, explica Minarelli.

Ele explica também como se deve abordar cada uma das pessoas-meio. Ao informante, pergunte. Para o intermediário, a dica do especialista é estimulá-lo para que ele o leve até quem você quer, de fato, conversar. Seja objetivo e diga que busca um contato com tal “pessoa-fim”.

Já o influenciador ajuda emprestando seu nome. Minarelli indica citá-lo intencionalmente logo no começo da conversa (que também poder ser por e-mail, telefonema ou mensagem) com a pessoa-fim, ou seja, quem vai bater o martelo sobre sua contratação.

Você não é contratado porque quer ser

“O depoimento do Daniel Ramalho expressa a natureza mercadológica da obtenção do emprego”, diz Minarelli. Um profissional não é contratado simplesmente porque quer, se mostra motivado ou tem uma porção de pessoas-meio e/ou pessoas-fim em sua rede de contatos. Ramalho conquistou a vaga porque se colocou como um provedor de soluções.

Assim, toda a mobilização da rede de contatos rendeu frutos porque Ramalho soube usar os argumentos certos para vender o seu peixe, ou seja, gerar interesse na contratação dos seus serviços.

Note: em vez de pedir emprego, é mais estratégico ofertar uma solução. “É preciso inverter o discurso de pedinte (de uma oportunidade profissional) para o de ofertante de conhecimento”, diz Minarelli. Em qualquer lugar, a regra é a mesma: fale sempre de acordo com o interesse do contratante.

Via http://exame.abril.com.br/carreira/para-que-serve-networking/
Data 15 de fevereiro de 2017.

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